Psicóloga, Escritora, Ativista, Mestre em Letras e Ciências Humanas, estudei Psicologia do Esporte e Biopsicologia. Atualmente estudo política e sociologia. Gosto de gente, curto esporte, cultura, adoro andar por lugares diferentes, inspirada por natureza, busco quase sempre mudanças. Escrevo histórias que rondam minha cabeça e meu coração.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Encontro terapêutico transforma realidades
Encontros de conversas com famílias de crianças e jovens com algum tipo de deficiência é capaz e transformar realidades. Na medida em que os encontros acontecem é possível conhecer mais histórias, saber de mais realidades, dificuldades e novidades.
É sempre um presente entrar em contato com a vida real.
É sempre um presente entrar em contato com a vida real.
Obrigada famílias pela experiência que vivo com vocês!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Conhecido como um homem bom...Pistorius...Isso também é esporte.
Se você não está familiarizado com o crime, um pequeno resumo: Pistorius é aquele atleta que correu nas Olimpíadas de Londres de 2012 com próteses nas duas pernas. Todo mundo aplaudiu, achou o máximo, se inspirou na história do homem que, apesar de tudo, não desistiu do esporte.
Um vencedor, dissemos.
Esse mesmo homem matou a tiros a namorada na última quinta-feira. Primeiro, a notícia foi a de que ela teria entrado sorrateiramente na casa do atleta para surpreendê-lo e ele a confundiu com um ladrão.
Os fatos foram se desenrolando e, até agora, o que se sabe é que a modelo Reeva Steenkamp foi morta no banheiro da suíte. Os últimos detalhes revelados indicam que ambos estavam deitados na cama (a posição dos lençóis mostra que havia duas pessoas deitadas). Reeva e Pistorius vestiam roupas de dormir e chegaram ao condomínio do atleta às 18h do dia anterior. Duas horas antes do assassinato, a polícia e os seguranças do condomínio foram chamados porque os vizinhos ouviram uma briga entre o casal.
Agora, surgiu na cena um bastão de críquete coberto de sangue – além de Reeva ter ferimentos no crânio. Um dos tiros atingiu o quadril da modelo, que teria se escondido no banheiro – e os outros três tiros foram na cabeça de Reeva. Machucados na mão dela indicam que ela teria tentado “proteger” a própria cabeça.
A história é toda horrenda e assustadora. Mas ela nos aponta coisas que insistimos em não enxergar. A primeira delas é que violência doméstica acontece em qualquer classe social. Em segundo lugar, que pessoas “acima de qualquer suspeita” na vida social podem ser, na verdade, criminosos frios e agressivos. Em terceiro, que esses crimes poderiam ter sido evitados – no caso de Pistorius e Reeva, a polícia já havia sido chamada outras vezes à casa do atleta em razão de distúrbios entre os dois.
Quarto e muito, muito importante: a cobertura midiática de crimes como esse insiste em culpabilizar (ou apagar) a vítima, costumeiramente mostrando o agressor como um cara bacana, “que ama demais”. Foi assim no caso Eloá e no de Ângela Diniz. Nesse último, o assassino Doca Street matou a companheira para “proteger sua honra” e “sob violenta emoção”. E chegou a ser absolvido no primeiro julgamento (e condenado depois a 15 anos de prisão).
Chega de romantizar crimes contra mulheres.
Não há nada romântico em matar alguém.
Isso não é “crime passional”. É violência de gênero. É ainda mais grave do que um latrocínio (roubo seguido de morte), porque essas pessoas confiaram nos parceiros e decidiram levar uma vida com eles.
Isso também é esporte.
ISSO TAMBÉM É ESPORTE
Não é piada.
Morreu um torcedor ontem, aparentemente vítima de um confronto entre torcedores do Corinthians e do San José. Cerca de 12h depois do ocorrido, a Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, tinha em seu site apenas um comunicado reproduzindo a carta enviada ao presidente da Associação de Futebol da Argentina, congratulando-o pelos 120 anos da instituição.
Morreu um torcedor ontem, aparentemente vítima de um confronto entre torcedores do Corinthians e do San José. Cerca de 12h depois do ocorrido, a Conmebol, entidade que comanda o futebol sul-americano, tinha em seu site apenas um comunicado reproduzindo a carta enviada ao presidente da Associação de Futebol da Argentina, congratulando-o pelos 120 anos da instituição.
E talvez seja a melhor forma de os dirigentes do futebol na América do Sul dizerem o que pensam sobre o esporte que comandam.
A morte do jovem em Oruro não causa espanto. Para quem acompanha o futebol desde que se conhece por gente, não dá para dizer que isso nunca iria acontecer. É mais uma, entre tantas outras, que são fruto do descaso de quem está no comando com quem é a razão de o esporte ser tão popular.
A morte em Oruro é fruto de um modelo histórico de que o poder no esporte está dividido numa espécie de confraria de amigos, cuja única preocupação é manter a mesma turma no comando. Quem quiser fazer parte do clube, não pode se opor ao status quo, não pode ir contra o chefe, tem de tomar cuidado ao arquitetar um plano para tomar o poder.
Ir a um estádio de futebol na América do Sul não é uma aventura. Isso faz com que os estádios sejam lugares apenas para os fanáticos, aqueles que podem matar ou morrer pelo seu time de coração. O que, claro, não justifica o ocorrido em Oruro, mas que explica o que acontece há tempos nesta região.
Simplesmente SURREAL. Isso também é esporte.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Vida Líquida - Bauman
Viver neste mundo sempre mais complexo está se tornando uma tarefa
difícil a se realizar. As mudanças rápidas e radicais que aconteceram
nas últimas décadas – e continuam acontecendo – estão nos deixando
sempre mais desnorteados e, até mesmo, perdidos. Buscamos
uma firmeza que não encontra mais amparo naqueles valores considerados
eternos. Sonhamos um mundo no qual o futuro é difícil de
ser vislumbrado. Sentimos a dificuldade de abrir mão da velha aparelhagem
moderna de idéias seguras e pré-formadas que, por séculos,
orientavam nossos passos. Talvez seja, como profetizava, no século
passado, o filosofo francês Jean Paul Sartre, o medo de viver até as
mais profundas conseqüências a nossa liberdade. De qualquer forma,
porém, a humanidade sente uma geral dificuldade de encontrar
pontos de referências que possam garantir-lhe serenidade. O instinto
de sobrevivência, que necessita de segurança, bate toda hora contra o
muro de um mundo que se tornou inseguro. Percebemos que novos
atores estão passando no palanque da história, mas não conseguimos
detectá-los, tão rápida é a passagem deles.
Uma atitude tipicamente humana consiste em pensar, para compreender
aquilo que está acontecendo. Neste mundo das mudanças
rápidas e, às vezes, imprevisíveis, também esta atitude parece ter sido
afetada inexoravelmente. Apesar disso, parar para refletir sobre estas
mudanças é o objetivo do presente artigo. Tentaremos a busca de
respostas que possam nos ajudar a interpretar este mundo tão complexo,
folheando as páginas de um dos autores da atualidade que há
décadas está oferecendo idéias e chaves de interpretação plausíveis:
Zygmunt Bauman.
História de SANTA TERESA
O bairro de Santa Teresa nasceu nos arredores de um
convento no Morro do Desterro, no Rio de Janeiro, no século 18. O bairro ocupa
uma colina no coração da cidade e parece ter parado no tempo, mantendo há
dezenas de anos aspectos preservados do Rio Antigo e guardando uma história em
cada esquina.
Escritores e artistas sempre foram atraídos por Santa
Teresa, seduzidos por seu charme e por suas riquezas arquitetônica e cultural,
visíveis aos olhos e ao coração. A arte exibida nos muitos ateliês que tomaram
conta do bairro, encontra seu reduto em Santa, como preferem chamar os
apaixonados pelo local. Tudo o que existe e se sabe sobre Santa Teresa é também
um pouco da história do Rio. Mas para o visitante parece um local à parte, com
características próprias.
As ruas estreitas e sinuosas por onde passam os velhos
bondes, os únicos que ainda circulam em todo o Brasil, são mais uma peculiar
atração do bairro. Os charmosos veículos começaram a circular no século
passado, movidos por tração animal e posteriormente por eletricidade.
Remanescentes de uma época romântica, foram tombados como patrimônio histórico
e ainda passeiam por trilhas perfeitamente preservadas, levando o visitante a
uma releitura do passado.
O bairro de Santa Teresa surgiu a partir do convento de
mesmo nome, no século XVIII. Foi
inicialmente habitado pela classe alta da época, numa
das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no
Centro da cidade. Surgiram, então, vários casarões e mansões inspirados na
arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão em pé até hoje. O bairro de Santa
Teresa recebeu ao longo de toda sua existência muitos imigrantes europeus.
Por volta de 1850, a região foi
intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade. Por ficar num local mais elevado, a região era menos
atingida pela epidemia do que os bairros que a circundavam.
Em 1872, surgiria o bonde que se tornou
o símbolo do bairro, subindo a Rua Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde
era verde, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores
que diziam que o bonde "sumia" em meio à vegetação do bairro[. O bonde vai do bairro ao Centro da cidade através
dos Aqueduto da Carioca desde 1896, quando fez sua primeira
viagem.
Com o tempo, Santa Teresa perdeu
seu status de bairro nobre, mas tornou-se, ao longo dos anos,
um bairro de interesse cultural e turístico.
O bairro possui uma das mais antigas
associações de moradores do Rio de Janeiro. A Associação de Moradores e Amigos
de Santa Teresa foi proposta pela primeira vez em manifestação pública e
através de abaixo-assinado, na Praça Odilo Costa Neto, na então famosa Festa
Junina de Santa Teresa, em junho de 1978. Seu registro de fundação é de 10 de
julho de 1980.
A partir de manifestações organizadas,
os moradores conseguiram a preservação do sistema de bondes histórico, através
do tombamento e de cobranças constantes do poder público pela liberação de
verbas para os bondinhos. Porém, com o trágico acidente ocorrido com o bonde em
27 de agosto de 2011 que matou seis pessoas, o governo estadual, responsável
pela operação do bonde, resolveu paralisar temporariamente a sua circulação,
até que fossem feitas obras de modernização do sistema.
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